sábado, 11 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
As políticas públicas para atender aos clamores da educação parecem estar sensacionais. Parecem!
Nas Escolas, há uma euforia lá para o lado dos refeitórios, uma verdadeira festança: hambúrguer, macarrão, muita salsicha, um festival de massa de tomate. E os fabricantes de mochilas, uniformes, cadernos e livros dando testada uns nos outros para vencer a maratona da concorrência e de encomendas! Na área de equipamentos, há um amontoado de fios e benjamins e lap top e tablet, data show, uma exposição de salas de informática que é um zun-zum, e ...vale transporte para as crianças...
Aí, você passa pelos diários de frequência às aulas, confere o resultado da aprendizagem, anda pela avenida do desempenho e o resultado bate de frente com a qualidade da educação. Aquilo tudo não contribuiu, como se esperava, para a melhoria do rendimento escolar? Não rendeu tudo isto! O Rio de Janeiro amargou uma classificação no desempenho que é um horror, empatou com o Amapá no último lugar em resultados...Será por que?
Será por que? O que adianta uma tecnologia pós-moderna e uma metodologia ultrapassada? De que vale um lap top na mão direita do professor e um salário de fome na outra mão? O que adianta uma barriga cheia de salsicha e um cérebro transbordando de informações desencontradas? Por que se adota um método de alfabetização já desprezado e condenado pelos países que têm interesse em acabar com o analfabetismo? O Brasil insiste... as crianças não são burras, o método adotado é para confundir.
Coitado do professor! Cada um que se candidata e se esparrama por cima do salário milionário de político tem a cara de pau de dizer que sabe onde estão os maiores problemas da educação - e sabe mesmo, por isso passa bem longe da solução. Alguns chegam a propor plano de carreira e o professor passa a vida correndo e se desgraçando nos quatro empregos, correndo para morrer de tanto trabalhar. É isto que é carreira? Ah! então o professor tem plano de carreira!
Coitado do professor, ele vê as crianças indo para a Escola com vale transporte, ele vai de carona, a pé, de bicicleta... Não que ele não concorde com essa proposta de dar conforto material ao aluno, só que ao professor só oferecem mais serviço... Quando alguém vai se lembrar de que o professor, diante desta zoeira toda de modernidade, precisa estudar e se atualizar, cada dia mais, se vestir melhor, falar, pelo menos duas línguas... e viver pelo menos 30 anos com a esperança de se aposentar.Morrer ensinando que tudo vai melhorar...no céu!
(extraído do Educação-a força mágica)
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Despojar-se das
vaidades passageiras da vida, vestir a túnica da humildade, calçar a sandália
do pescador, comer com ele, identificar-se com as expectativas do povo, a
exemplo do que fez Jesus e estar disposto a:
Sensibilizar-se com a dor e as
dificuldades do próximo;
Repartir alegrias, multiplicar o
amor;
Compreender erros e oferecer
soluções;
Deixar o rastro das
pegadas marcadas pela fé, em qualquer
caminho;
Demonstrar serenidade nas atitudes
e sabedoria
capaz para ser recebido
em todas as moradas;
Crer no milagre do
amor e na ressurreição da esperança;
Identificar-se
com aqueles que baterem na sua porta no
dia da
angústia;
Ser
paciente;
Estar sempre pronto a recomeçar:
Cumprir com seus deveres de professor;
Ser honesto nas propostas e propósitos;
Então, assuma a mais nobre posição que o ser
humano é capaz de alcançar:
Você é
educador!
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Conta-se que
um fanático rei mandou construir uma cama de ouro, muitíssimo valiosa, adornada
com milhares de diamantes e mandou que a colocassem no quarto de hóspedes do
palácio. Através de um edito o rei abriu inscrições para o povo se inscrever e
concorrer a passar uma noite como sempre que havia convidados o rei elogiava a
cama e dizia do prazer que sentia por receber pessoas tão ilustres. Porém,
existia uma condição: o convidado teria que se encaixar na cama que fora
fabricada sob medida. Se fosse gordo, o hóspede deveria ser cortado para caber
na cama, com a desculpa do preço e do valor da cama.
Era impossível
encontrar alguém que se ajustasse ao tamanho do leito real, porque o homem
médio não existe e o móvel do político-rei era de tamanho único, mas as pessoas
são diferentes. Sendo o rei matemático, mandou medir a altura de todos os
cidadãos e dividiu o resultado entre os cidadãos de sua cidade, assim obteve o
tamanho do homem médio.
Na cidade
havia pequenos, gente jovem, gente idosa, pigmeus, gigantes, porém o homem
mediano não havia. E a cama do rei continuava matando o gordo, o magro, o
baixo, o alto... O rei não tinha culpa nenhuma, ele tinha o maior prazer de
receber as pessoas, elas eram culpadas, porque não cabiam na cama preciosa do
rei. Tão hospitaleiro e tão bom! Ele tinha uma equipe de funcionários aptos
para esticar o baixinho até caber na cama. Chegava morto, claro! Eram muito
esforçados aqueles funcionários públicos, mas o homem era baixinho, a culpa era
dele!
Que lição
pode-se aprender! As políticas públicas existem, lindas, perfeitas, humanas,
caríssimas, preciosas! Só que o cidadão não se ajusta a elas; eles não se
encaixam nos hospitais abarrotados e com filas de espera, não se encaixam nas escolas
sem professores, não se encaixam nas ruas infestadas de bandidos soltos,
atirando pra todo lado, mas o rei tem o maior prazer de fazer o enterro do
hóspede de graça - de graça não - toma o dinheiro do baixo, do gordo, do magro,
do alto e o investe num cemitério pobre, cheio de mato, abandonado e triste,
sem flores. O defunto foi culpado, porque não teve dinheiro para fazer um plano
de saúde e um plano pós-vida. Que culpa tem o rei?
A educação,
esta sim, é a verdadeira culpada! Por que não se educa para a competência de
enxergar e distinguir políticas públicas de políticas privadas, mas,
principalmente, aquelas que deveriam ir diretamente para as privadas públicas?
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
É muito interessante lembrar
a história antiga de uma Escola que estava prestes a ir à
falência, e os pais, professores e alunos se reuniam nas esquinas, nos bares,
nas praças, em qualquer lugar, para apontarem os culpados. Cada qual gritava
mais alto que o culpado só podia ser o “fulano”. Conversa vai, conversa vem e a
situação só piorava. O tempo passava e nada de solução. A Escola estava nas
últimas.
O
diretor resolveu marcar o dia do enterro da instituição. Todos se assustaram,
porém, ficaram curiosos para ver a cara do defunto. No dia e hora marcados, lá
estava a comunidade em peso para a solenidade do velório. No meio de um grande
auditório, colocaram um enorme caixão de defunto aberto e o diretor organizou a
fila dos presentes para o último adeus ao finado.
Silêncio!
Muitas flores e muita expectativa. À medida que foi dada a ordem para olharem
dentro do caixão, a decepção foi geral. O corpo do defunto estava coberto de
flores, mas no lugar do rosto, havia simplesmente um espelho. Cada um que se
mirava no espelho tomava um susto e saía pensativo.
A
idéia serviu de lição, porque, em pouquíssimo tempo, a Escola "ressuscitou" e ninguém nunca mais
se esqueceu de que a responsabilidade pelo sucesso de uma instituição pertence a
cada um.
(extraído do livro Educação-a força mágica)
(extraído do livro Educação-a força mágica)
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