(Amanhecer-1a. edição-Unigranrio-RJ 1983)
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
sábado, 27 de dezembro de 2014
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
domingo, 21 de dezembro de 2014
NATAL
Ivone Boechat
Nossos corpos se enfeitam com a beleza da gratidão e as luzes da
fé para compor o presépio de Natal na gruta da oração: Jesus Nasceu!
Há,
por toda parte, notas musicais na pauta de cada gesto. A grandiosa orquestra do
amor afina seus acordes na harpa dos séculos. É Natal!
Na
simbiose definitiva do perdão e da prece, lágrimas se derramam no cálice da
esperança. Nós, ovelhas do campo de Belém, apascentamos a doce alegria da
promessa cumprida.
A
noiva celestial levanta sua grinalda de estrelas e contempla a eternidade no
berço humilde da estrebaria. Em meio aos rumores do mistério, a vida se define
e se justifica no calor dos braços de Maria,
Mãe do Amor!
Natal
de árvores brilhantes e rostos apagados na sobrevivência do abandono. Natal do
encontro de pessoas desencontradas na distância. Natal da criança feliz,
abrindo fitas na festa da ilusão de cada dia. Natal do menino que chora, que
pede e se despede nas ruas da amargura. Natal dos manjares, da toalha de linho,
das velas coloridas na anemia da vaidade. Natal de Jesus Cristo, diariamente,
no calor do abraço amigo, da mão estendida, do olhar carinhoso, do teto e da
porta aberta.
Natal da fé! Natal da Igreja de Cristo, pronta, forte, confiante, guerreira.
Natal da caridade que se esforça e vai às favelas, distribui esperança, planta
a justiça, semeia o Evangelho, acende a luz das Boas Novas. Natal de felicidade
na certeza do olhar de cada rosto.
Natal
sempre, de janeiro a dezembro, sem dia pré-estabelecido no coração dos homens
de má vontade. Natal no propósito, no desejo de servir ao próximo aflito,
distante, na frieza do egoísmo. Natal do perdão, sem barreiras, sem bandeiras,
protocolos, normas, constituições. Natal de ações.
Natal
de agora, na ternura, no altar, suplicando, de joelhos, que Jesus Cristo
continue iluminando corações, multiplicando a capacidade de amar, de servir, de
ir, ou de ficar de olhos fixos na Sua palavra, na Sua promessa de arrebatamento
no juízo final.
Feliz Natal!
(Escola Comunitária-1ª edição
CNEC DF 1992)
terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Memórias do Natal
Ivone Boechat
O Natal sempre foi o melhor dia de nossa
infância... Papai já amanhecia à procura de um pinheiro que poderia ser
qualquer árvore, desde que bonita. Era o que não faltava em Santo Aleixo. Agora, ele saía à procura de um latão de
vinte litros de banha. A gente ali, querendo ajudar, atrapalhava o dobro. Para
falar a verdade, já botei a lata na cabeça e só não entrei lá dentro, porque
tive medo.
Na hora de “plantar” o pinheiro que ia virar
árvore de Natal, quanto susto ! Plantava de um lado, caía do outro. Quando o
pinheiro ficava firme, era uma festa! Era transportado para um canto, bem
próximo do púlpito e aí vinham as recomendações :
-Não fiquem perto, o pinheiro pode cair.
Como não ficar
perto ? O ideal mesmo era ficar em cima dele, debaixo, do lado, mas longe, nem
pensar ...
O melhor de tudo era ver enfeitar a árvore.
Sininhos, bolas, lindas estrelas e quantos sonhos... Minha mãe fazia dezenas e
dezenas de saquinhos de papel crepom coloridos e enchia de doces e balas. Tudo
ela fazia. A criançada, eufórica, não desgrudava, até a hora final.
No dia vinte e
cinco de dezembro, a multidão ia chegando para o culto que começava, às
dezenove horas e trinta minutos, britanicamente.
No templo havia um órgão de pedal velho,
que a professora Elzira Pinto tocava, um coral de crianças e outro oficial da
Igreja. Muitas peças representadas,
num palco improvisado (a cortina sempre enguiçou) e as crianças tinham que
seguir à risca as recomendações: não podiam rir. Era proibido. Isto sim era
difícil para a criançada. Imagine um “irmão” de cavanhaque postiço, de saia,
representando um mago? Era realmente uma “comédia”. Tão logo começava o culto,
quem fosse fazer uma “comédia”, tinha que ficar preso numa sala quente,
fechada, com roupas de papel crepom ou enrolado em lençóis, com turbante,
esperando a hora de entrar. A gente suava e não podia sentar, senão amassava o
traje. Mas, o pior ainda viria. Era o momento de subir ao palco e não rir. E o
medo de esquecer o papel? Um dia, ri, a ponto das cortinas serem fechadas e ali
apavorada levei uma bronca histórica. Abriram-se as cortinas, com fiscais para
todo lado, vigiando para a gente não rir. De cabeça baixa, sem olhar para
ninguém, falei minha parte, sai dali e fui chorar. Também, de moringa na mão,
turbante, enrolada num pano, olhando as colegas daquele mesmo jeito, quem não
ria ?
Para evitar constrangimentos, no outro Natal
deram-me um monólogo para fazer. Por trás da cortina, ficava a irmã Ulda com o
“ponto”. Esqueci tudo. Não me deixei abater, inventei novo texto, ali, na hora!
Fui criada ouvindo falar textos de Natal, era só sair falando. Deixei o “ponto”
desesperado, mas, ao final, ganhei um abraço e muitos elogios dessa irmã.
(Extraído do livro Memórias de uma Filha de
Pastor)
Mensagem de
Natal
Ivone Boechat
A mais bela, a mais esperada,
a mais sensacional notícia de todos os
tempos resplandeceu, quando o Senhor
a digitou na divina mídia e enviou as imagens pelo
data show celestial:
Jesus nasceu!
Um coral de anjos abriu a cortina do palco,
em horário nobre:
em horário nobre:
“Glória a Deus nas alturas!
Paz na terra!”
Um novo significado envolveu a humanidade,
cobrindo-a de certeza, de fé,
de esperança, de ternura:
de esperança, de ternura:
Jesus é paz!
Chegou o príncipe da paz!
“Nada nos separará do amor de Deus.”
“Nem a altura nem a profundidade nem a morte.”
Jesus é vida!
O que mais importa?
Fluem das mansões celestiais:
vida, paz, luz, salvação.
A gloriosa promessa se cumpriu:
“E o povo que andava em trevas, viu uma grande luz”,
Jesus
é luz.
Jesus trouxe aos homens de boa vontade:
O recurso de todas as comunicações
Plano de
oração 0800
Plano de saúde: “Eu vim para que tenham vida”
Plano de vida
e Pós vida!”
“Tenham vida em abundância”...
“Vou preparar-lhe um lugar”.
Plano de
salvação:
“O que vier a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”
Cura para
todas as doenças
“A oração de fé cura”...
O antídoto
contra o pecado
O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado...
O poder de arrebatamento
“Ele
voltará”...
Alimento para a alma e para o corpo,
Ele pode transformar pedras
em pão.
“Eu sou o pão
da vida”...
“Seu Nome é sobre todo nome”.
Ele tem todo o poder no céu e na Terra.
“Ele veio e habitou entre nós!”
(Educação-a força mágica)
(Educação-a força mágica)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Você é o presente
Ivone Boechat
Você presente
é a melhor surpresa de Natal,
vá correndo abraçar sua família,
com mãos abençoadas,
cheias de unção
para
afastar o mal...
vá e diz
coisas edificantes;
deixe a mala
de reclamações no despachante,
chegue livre, leve,
feliz,
como você sempre quis
comemorar o Natal.
(Amanhecer, 4a.edição)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
A mensagem das estrelas
Ivone Boechat
A evolução da tecnologia e a
expansão dos meios de comunicação deram ao homem o conforto do presente século
e se não fora a corrupção desenfreada, a sociedade estaria provida de recursos
para implantar a educação, gerir a segurança e cuidar da saúde. Nunca, em toda a história da humanidade,
o ser humano se abasteceu de tanta informação global. Continua carente de amor,
solitária e afastada dos princípios divinos.
As comemorações do Natal estão
no ar, com sua força mágica! As luzes estão piscando para namorar a miséria
mascarada e as vitrines arrumadas para debochar da pobreza dos abandonados. O
materialismo transformou o maior banquete espiritual do universo num encontro
marcado com a multidão de contrastes.
Soam os primeiros acordes,
mistérios, sinfonias, frases pulverizadas, os homens se esbarram para ver tudo
de perto, longe um do outro!
O Natal com sua mensagem tão
simples é sempre uma surpresa embrulhada e guardada para gerações e gerações.
Muitos na pressa mórbida se esqueceram de ler a mensagem das estrelas, o recado
dos anjos e o apelo da manjedoura.
O lar cristão tem a
responsabilidade de preservar o verdadeiro significado do Natal! A cruz, objeto
de tortura dos romanos, não é símbolo do cristianismo nem o berço da
estrebaria, o que representa tudo isto é o homem comprometido em levar adiante
a mensagem do Evangelho. Este evangelho sou eu e você.
(Por uma Escola humana, 1ª edição, Freitas Bastos, 1987-RJ)
terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ivone Boechat
O culto
de Natal apenas começara e ouviu-se um estrondo. Uma tragédia. Na hora da
oração, todos se assustaram com o barulho e o pinheirinho de Natal, lindo,
cheio de penduricalhos, com muitos sacos de balas, caiu. As crianças tentavam segurar
os galhos pesados, mas os fios do pisca-pisca evitaram o pior, seguraram aquela
beleza toda. Vieram os fiscais oficiais da árvore, os diáconos:
-
Quem
derrubou ?
No
inquérito, as perguntas e suspeitas vão e vem e um “irmão” foi logo perguntando
:
-
Foi
a filha do pastor ?
Sabe por que a suspeita? Eu ficava
estarrecida com os encantos da árvore e só faltava virar um enfeite daqueles.
Não desgrudava um minuto. Felizmente, apesar dos meus pesados e experientes
seis anos, não fui autora de tamanha tristeza. Na hora da oração (porque as
orações antigamente davam tempo pra se fazer muita coisa, eram enormes), fui
dar um passeio lá fora, para conferir as novidades, justamente, na hora em que
a árvore caiu. Não derrubei a árvore, mas não me livrei da bronca pelo passeio
na hora da oração...Era difícil ser criança!
Geralmente,
a árvore ficava “plantada” perto do púlpito, até o dia trinta e um de dezembro.
O zelador, então derrubava aquilo tudo e arrastava para uma grande fogueira. A
gente (os filhos do pastor) ficava de plantão, porque já se tinha plena certeza
de que algum saquinho de bala sempre ficava esquecido em algum galho escondido
lá no alto. E na lei das crianças, quem vê primeiro é dono. Era um verdadeiro
sufoco, com dois olhos somente, ter que descobrir, em segundos, a maravilha.
Enfim, lá estava, não um, mas dois, três sacos de balas, entre os galhos
murchos. Que festa... Era preciso disputar com as formiguinhas o que sobrava,
sem azedar. Grande correria, outra descoberta fantástica como essa, só daí a um
ano.
(Educação-a força mágica)
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Natal é mudança
Ivone Boechat
Ivone Boechat
No dia do Natal
tudo amanhece
exatamente igual;
o céu espera
que você acorde
muito diferente;
isto você alcança,
sendo o maior símbolo
de mudança:
sendo luz,
com o propósito
de viver daqui pra frente
de maneira tal,
que ao olharem pra você,
as pessoas se lembrem de Jesus.
(Amanhecer 4ª.edição)

Ceia de Natal
Ivone Boechat
Não vá
para a ceia de Natal
alimentando
rancores, mágoas,
ressentimentos,
delete os sons
ruins do passado,
tenha pensamentos bons,
dê uma pausa aos lamentos,
às dores,
descanse o coração,
enfim é um dia,
de gratidão
muito especial,
enfeita a vida de flores,
Feliz Natal!
(Amanhecer-4ª.edição)
Nasceu
Jesus
Ivone Boechat
Não poderia ser diferente. Todos os detalhes da
chegada do Senhor Jesus foram descritos pelos profetas. Nos sinais revelados
pelas evidências celestiais nenhuma dúvida poderia existir: o tempo se
cumprira.
A ternura da noite, a serenidade do rebanho, a
perplexidade dos pastores no campo, completaram a cenografia da mais perfeita
representação do amor no palco universal. Anjos abriram a cortina de estrelas e
os séculos da fé se despertaram para testemunhar da verdade
eterna: Jesus nasceu!
A mais linda viagem que se fez
foi conduzida por uma estrela,
silenciosamente, até Belém. Ali, agasalhado nos corações da sagrada família, o
amor se escondeu da violência humana.
Enquanto as preocupações tumultuavam a conduta dos
povos e os poderosos disputavam a glória de conquistas materiais, humilde e
terno, o Rei do Universo, Príncipe da Paz, descansava na estrebaria.
Que as emoções do encontro neste Natal fortaleçam a fé
e sejam o bálsamo perfumado para envolver as famílias, num grande abraço com
promessas de paz.
Neste Natal que você possa hospedar no
seu coração a mensagem do cristianismo, presente
de Deus para a humanidade, para que se renovem os propósitos de aperfeiçoar,
cada vez mais, a essência espiritual de cada um.
(Por uma Escola humana-1ª. edição-Freitas
Bastos-RJ-1987)
terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Acende você!
Ivone Boechat
É Natal!
Você acendeu o pinheirinho,
encheu as janelas de luz,
pôs enfeite nas portas,
já se lembrou de Jesus,
mas se esqueceu de você...
Cadê a sua luz?
acende tudo,
por dentro e por fora,
dê voz ao sorriso mudo,
ligue as lâmpadas
agora
que você foi deixando
apagar,
apagar,
porque esqueceu
de se amar.
(Amanhecer-4a.edição)
de se amar.
(Amanhecer-4a.edição)
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