sexta-feira, 26 de outubro de 2012


A Arte de formar educadores para o uso inteligente das emoções

Nesta alvorada da criação a humanidade continua recriando a eterna Era do conhecimento, com erros e acertos, desde que o homem deletou o e-mail do Criador e “tocou na árvore do conhecimento”. Esta árvore do conhecimento é também usada no texto sagrado como sinônimo de árvore da vida, ou seja, árvore de emoções.  O Senhor, sabedor de que o homem estava no Seu jardim da infância, soletrando as primeiras letras da alfabetização emocional, colocou no regimento interno da Escola Paternal: “Se tocares na árvore do conhecimento, certamente morrerás.” Poderia ser assim a conversa entre Criador e criatura: Produzirás a bomba atômica e certamente morrerás, criarás o avião, e, certamente morrerás...
aluno Adão fugiu do jardim, uma escola ultramoderna, já informatizada, e foi conferir a tv a cabo do mal. O analfabeto virtual digitou rápido, escondido, a palavra desobediência, senha do inimigo, e imediatamente caíram as ligações com o Provedor. Do celular o Criador contatou: “Adão, onde estás?” Adão estava com baixa conexão virtual, porque saiu da área do Bem.
O tempo passa, a vida resplandece, a ciência evolui e os educadores continuam sublinhando lições de bom senso, estimulando para o uso correto dos bilhões de neurônios desta árvore da vida para que deem bons frutos. “Toda boa árvore dá bons frutos”.
Tudo neste século será revisto. Em qualquer Era, o que torna os seres viventes capazes de navegar nas águas frenéticas da revolução social e sobreviver, sempre foi e será a educação. Ela é a resposta para os clamores de gerações que se esforçam para transpor as barreiras do imprevisível, descartável, rápido e digital
Vive-se um self service de Eras, no caldeirão científico de todas as Eras, todavia, o cientista não conseguiu criar uma célula, decifrar os mistérios do cérebro nem mapear o universo, mas ousa clonar a obra prima, numa xerox imperfeita.
Como preparar educadores para o uso inteligente das emoções? O que significa ser competente emocional? O homem ampliou e acelerou a tecnologia da informação, todavia, não aprendeu a usar o seu estabilizador emocional - o amor, aparelho com elevada potência de razão, para  se harmonizar  no equilíbrio.
Onde estão os alfabetizadores emocionais? Eles podem e devem ensinar, desde a mais tenra idade, a reconhecer e administrar as emoções básicas: medo, amor, raiva, tristeza, alegria.  Através de histórias, músicas, poesias, danças, parábolas, pesquisas, exercícios, desafios, enfim, tudo isto pode contribuir, evidentemente; o professor, está preparado para desempenhar seu ministério pedagógico.
A formação dos valores fundamentais para se estruturar o ser humano é o caminho para se proteger da imposição tecnológica e garantir autonomia, paz e felicidade; “mesmo na adversidade”, como ensinou Epicuro,  “o homem pode e deve ser feliz, se aprender a desviar-se da fatalidade.”  Desviar-se da fatalidade é manifestação de  competência emocional.
Qual é o perfil do homem que se quer formar? Kant (1724-1804) orientou e sublinhou que “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.
Em meio a tantas inovações, tantas perplexidades e neuroses, Carl Jung (1875-1961) faz um alerta no seu livro “O homem moderno à procura de uma alma”. Conclui que: “nenhum homem se cura de uma neurose se não encontrar um significado para a sua vida”.
Fritjof Capra (1939) físico austríaco, escreveu O Tao da Física e outros livros que estão entre os mais influentes dos últimos 30 anos. Ele afirma que a verdadeira crise é a crise de percepção: “Muitos líderes não percebem, ou fazem de conta que não percebem, quais são os verdadeiros problemas deste tempo. A solução para a maioria deles é simples, mas requer uma mudança de foco. E isso é difícil porque significaria sair da zona de conforto, e a maioria das pessoas não tem essa disposição”.
Hugo Hasmann (1933-2008) diz que “É preciso substituir a pedagogia das certezas e dos saberes pré fixados por uma pedagogia da pergunta”. É tempo de duvidar!  “Penso,logo existo”? Não! Duvido, logo penso.
Há de se implantar a neuropedagogia, capaz de ajudar a educar as emoções desse homem supernovo, porque a síndrome da comparação social, da pressa, em plena era da ditadura da informação, da beleza, do lucro, podem desestruturar comportamentos.
Edgar Morin, no seu livro Culturas de Massas no Século XXI, afirma: “A cultura de massas estendeu seus poderes sobre o mundo ocidental, produzindo industrialmente os mitos condicionadores da integração do público consumidor”...
A humanidade clama, em todos os níveis e graus, por educadores competentes emocionais para assumir o comando da educação dos cidadãos da era da metainformação. O homem está blogado, conectado, antenado no  msn, no twitter, no facebook,  e não foi  educado para  selecionar aquilo de que realmente precisa para o seu crescimento pessoal nem se comunicar com sensibilidade necessária para a produção do mundo pacífico. Este homem pós-moderno precisa ser alfabetizado para dominar a própria leitura emocional e decifrar o painel de emoções do outro, digitando: respeito, paz, união, compreensão, moderação.
Educadores competentes emocionais, aqueles que se exercitam para o uso inteligente das emoções, são, sim, capazes de ajudar o homem a aprender a mobilizar os recursos neurotransmissores da autoadministração e autoestimular, acertadamente, a química cerebral para reagir positivamente ante as pressões pelo excesso de informações.
Ivone Boechat

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Jorge Duarte-um dos maiores artistas plásticos do Brasil


Oi Profª Ivone!

Quando fui aluno do Centro Educacional Visconde de Mauá, no seu tempo de diretora, foi um período glorioso, que definiu minha opção profissional pelas Artes Visuais. Conheci o hoje grande artista e arte-educador, Deneir, em 1974 e, logo depois, o Prof. Ney de Lima, com quem ele já estudava pintura, e me integrei imediatamente ao seu grupo de alunos. Em sua casa-ateliê encontrei também os professores Geraldo Matos, Joel Rabello, Conceição de Lima, dentre outros estudantes de pintura, intelectuais como a senhora, artistas que vinham visitá-lo, formando um ambiente onde se discutia arte e cultura. Me tornei amigo de sua família e frequentador de sua casa por longos anos. Ney de Lima foi um prof. generoso, ensinou-nos tudo o que sabia e nos levou a participar de várias exposições e salões de arte, no Rio, municípios vizinhos e em de Magé. Em Piabetá tivemos muito incentivo da parte da sra. e várias vezes o Colégio Cenecista, sob sua direção, nos abriu as portas para mostrarmos nossa produção para a comunidade e lhe sou muito grato por isso. Estou certo de que sem as experiências e o aprendizado daquele período eu não teria ido para a Escola de Belas Artes complementar meus estudos, nem levado adiante uma carreira de mais de trinta anos.Grato pela oportunidade.



domingo, 10 de junho de 2012

Ecologia-Ivone Boechat



A sustentabilidade humana
 
 
O homem busca, em desespero, mas antes tarde do que nunca, a preservação do que sobrou neste Planeta. Não é impossível, até porque atitudes simples têm o poder de mudar o rumo de coisas importantes. Mas eis o impasse: por que não se começa a educar para o equilíbrio da ecologia humana? Quanto custa o esforço por um abraço, um sorriso, uma demonstração de afeto?

A Escola gasta quase todo o tempo destinado a ela resolvendo equações de primeiro e segundo graus e a criança vive refém de deveres de casa. Não há tempo nem espaço para brincar. Elas estão procurando o valor de X e muitas, a maioria, talvez, não encontra o próprio valor!
Dirão muitos que a concorrência exige tudo isso na corrida desenfreada ao mercado de trabalho: passar nos concursos, nos vestibulares e arranjar emprego... Ah! O emprego... com salários escravizantes...  
Certa vez, perguntaram a uma famosa atriz, centenária, o que a levou ao sucesso nos palcos do teatro e ela nem pestanejou: a fome. Estudar não lhe fez falta? Perguntou o repórter, e ela disse que não, porque a professora só ensinava algarismos romanos até 100. Por negligência, a Escola deixou de ensinar a preservar, a amar uns aos outros, a compartilhar, a viver em grupo e tantas outras coisas fundamentais à felicidade humana!

A educação tem os recursos pedagógicos para transformar a humanidade. Quem falhou? Ao invés de se ensinar só doutrinas, porque não se ensinam valores? Fé, amor, paz, união, misericórdia, fraternidade, solidariedade? Ensinar ao homem a ser bom é um grande desafio. Todas as guerras do Planeta têm origem nas doutrinas.

Quando o homem reflorestar as idéias, podar os galhos secos da ira, regar suas raízes no manancial da fé, vai colher os frutos de um mundo oxigenado de amor. O homem equilibrado vai equilibrar o Planeta!

Ivone Boechat

Poesia de Ivone Boechat- Sou mulher


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Homenagem do poeta Demétrio Sena à Ivone Boechat

http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3320983

                                                         Homenagem do poeta 
                                                      Demétrio Sena à Ivone Boechat




       Ivone Boechat faz uma homenagem ao poeta Demétrio Sena
      membro da Academia de Letras e Artes de Magé


Sempre que o educador
caminha pelas veredas
da educação,
estende suas mãos
de alento
a quem vê pelo caminho,
foi você
que estendeu seus versos
devagarinho,
e os pôs para secar
ao vento
dos meus pedagógicos
 varais,
colhi com todo carinho
 e guardei no  coração
para ninguém roubar,
muito mais
foi para protegê-lo
dos vendavais.


Ivone Boechat

domingo, 29 de abril de 2012

Texto Dia das Mães- Ivone Boechat

http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/3639725

terça-feira, 20 de março de 2012

Ivone Boechat - A mulher da Era Pós-Moderna -Jornal da Mulher


A mulher da Era pós moderna

           Ivone Boechat

A mulher da Era-pós moderna deve aparecer nos editoriais “completamente desnuda de vulgaridade e totalmente vestida de inteligência”. Sua elegância se fará notar pela suavidade dos adereços. Na boca, um precioso implante de palavras que desviem o furor. Cílios nada postiços, capazes de filtrar o excesso de pó que pulverizam na vida das pessoas e uma lente de contato para enxergar as qualidades do próximo. Nos cabelos, condicionadores que amaciem o afago das mãos que se apressem a moderar, acalmar, abrigar.

A mulher deve se preparar para ser modelo. Só pisar nas passarelas da vida, sob as luzes do flash da simpatia! Para manter a forma, uma dieta diferenciada. Evitar os frutos amargos que se colhem nos canteiros do ressentimento, nunca se afogar numa sopa de mágoa, regada a disse me disse, nem pensar em se viciar na overdose da desgraça alheia.

Toda noite, a mulher pós-moderna tem o cuidado de limpar do rosto as teias da decepção daquele dia e espalhar muita alegria em volta dos olhos, da boca, áreas mais afetadas pela desidratação que a tristeza provoca!  A reposição hormonal do amor, da fé, da misericórdia e da compaixão é feita em alta dosagem, porque já se provou cientificamente que o único efeito colateral que provoca é a manifestação de bondade.

A mulher pós-moderna não pode se descuidar de suas mãos. Ela tem nos dedos a aliança de compromisso com a dor alheia.  Na bolsa, uma cartela de pílulas da felicidade e também não podem faltar moedas para facilitar o troco: ofensa se troca pelo perdão. Afinal, ela só anda na última moda, moda e mudança são palavras irmãs. Roupa de marca é roupa que marca a sua presença nas rodas sociais, pela discrição e dignidade.

A mulher pós-moderna não é pesada no self-service cultural, como uma salada de frutas: melão, melancia, morango; ela é louvada e reconhecida no jardim da família pelo nome das flores que ajudou a plantar: mulher margarida, mulher rosa, mulher violeta, mulher hortência, mulher-amor-perfeito.

A mulher pós-moderna é embaixadora da paz. É vigilante pertinaz da preservação da vida!  A plástica de sua beleza interior não perde a validade. Seu corpo espiritual se reabastece nos mananciais da fé.

E todos os teus filhos serão ensinados do SENHOR; e a paz de teus filhos será muito grande.” Is 54:13