sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Francisco de Souza - Magé Guitarra

 Academia Virtual Mageense de Ciências, LETRAS E ARTES- AVIMACLA

Patrono: Felipe Tiago Gomes
Presidente: Ivone Boechat
PERSONALIDADE QUE ESCREVEU UMA BONITA PÁGINA DA HISTÓRIA DE MAGÉ
FRANCISCO DE SOUZA
MÚSICO
Francisco de Souza - Chico Bindonga ou Magé Guitarra como era conhecido, filho de Etelvino de Souza e Deolindia Cezario de Abreu, nascido em 20 de janeiro de 1922 - natural de Magé - Estado do Rio de Janeiro.
Francisco aprendeu a tocar e gostar de cavaquinho com seu pai. Era guitarrista, violonista e dava aulas de violão para os amigos em Magé. Aos 18 anos ingressou no Corpo de Fuzileiros Navais no período de 10 de abril de 1941 a 30 de abril 1947.
Logo após o desligamento da Marinha, Francisco começou a se dedicar à música como profissional, estudando, conhecendo e trabalhando no Club Maxim's - Casa de Show no Beco das Garrafas - RJ e no Copacabana Palace ( 1949/ 1959) RJ
Em 1959 foi contratado para tocar no Hotel Nacional no Conjunto do Maestro Chukachuka, até 1965. Depois voltou ao Beco das Garrafas.
No início da Bossa Nova, era músico na Orquestra do Programa Almoço com as Estrelas na TV Tupi - apresentador - Aerton Perligeiro (1966/1969)
Em 1970 ingressou na Orquestra Oba Oba do Sargentelli - na Gávea, e depois foi para Ipanema, até 1972.
Em maio 1973, Francisco foi contratado com seus respectivos músicos pela Orquestra Oba Oba do Sargentelli e suas Mulatas; foi músico na Paulo Boate, localizada na Av. Paulista, até 1982 .
Em novembro do mesmo ano de 1982, Francisco viajou com o grupo do Sargentelli e Suas Mulatas para uma grande turnê na Europa:
Itália, Roma, Parlrmo, Portugal, Espanha, França, retornando ao Brasil, em dezembro de 1986, no auge do sucesso.
Em 31 de outubro 1988, Francisco nos deixou.
Inesquecíveis recordações com rastros de alegrias e sabedoria ficaram como marca do seu grandioso sucesso, além do exemplo de sua valiosa contribuição à história da música brasileira.
A trajetória deste grande músico foi marcante na história musical e familiar. UM ORGULHO PARA O POVO MAGEENSE!
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"Meu tio Chico Bindonga, era conhecido no meio artístico como Magé Guitarra. Tocou com os maiores nomes da música: Dolores Duran, no Almoço com as Estrelas, Jô Soares, Johnny Alf e outros. No dia 20 de janeiro de 2022 foi o CENTENÁRIO dele.
Todos da família eram conhecidos em Magé"
MAGEPAIM
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Francisco deixou a esposa, Amélia Maria Ribas de Souza (1924 - 2014) e os filhos:
Nilo Roberto
Nádia Maria
Francisco
Hildo Moacir
Nara Eliane
Cleber
Texto de Jerônimo Machado - neto de Francisco de Souza
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Colaboração de MAGEPAIN - Sobrinho de Francisco de Souza
PELA BRILHANTE TRAJETÓRIA NO UNIVERSO MUSICAL, PELA DEDICAÇÃO DE SUA VIDA ÀS ARTES, PELO ESFORÇO PESSOAL E CAPACIDADE DE LUTA, POR HONRAR O MUNICÍPIO DE MAGÉ COM O SEU EXTRAORDINÁRIO SUCESSO, A ACADEMIA VIRTUAL MAGEENSE DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES - AVIMACLA RECONHECE
FRANCISCO DE SOUZA
PERSONALIDADE QUE ESCREVEU UMA BONITA PÁGINA DA HISTÓRIA DE MAGÉ.
Magé, 27 de janeiro de 2023
Presidente
Ivone Boechat
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Manoel de Souza Paim -MAGÉ PAIM

 Academia Virtual Mageense de Ciências, Letras e Artes - AVIMACLA

Patrono: Felipe Tiago Gomes
Presidente: Ivone Boechat
MANOEL DE SOUZA PAIM
UM GRANDE MÚSICO MAGEENSE CONHECIDO COMO MAGÉ PAIM
TOCOU NA COROAÇÃO DA RAINHA ELIZABETH II
O ponto de partida não delimita o de chegada, o sucesso só depende de nós.
Manoel de Souza Paim, nascido em 1º de maio de 1932, na rua Tuíta, em Andorinhas, 2º Distrito de Magé, bem pertinho das cachoeiras do rio que carrega o mesmo nome do lugar. Aos quatro anos de idade, foi morar perto da Praça da Prefeitura de Magé. De mãe e pai operários, assim como a grande maioria da população desta cidade, tinha na tecelagem a vocação da industria têxtil.
Porém, o pai era também um músico muito requisitado para as festividades locais e como “filho de peixe – peixinho é”, ainda muito pequeno, já acompanhava o pai, seu Etelvino, nas tocatas, chegando, ainda com apenas cinco anos de idade a tocar pandeiro, junto com seu pai na apresentação memorável de Dercy Gonçalves. Também se apresentava tocando nas sessões de cinema, pois naquela época o cinema era mudo, e para não ficar monótono, eram contratados músicos para alegrar as sessões.
Muito incentivado por sua professora, a saudosa dona Ruth Taldo, Magé Paim foi estudar música com o inesquecível Maestro Pedro Calil, que era Mestre da Banda de Música de Magé e que existe até hoje. Daí para frente não parou mais. Tocou desde flauta de taboca (bambu) até os mais requintados clarinetes e saxofones e barítonos.
Tendo ficado órfão de pai ainda criança, Paim assim como todo garoto humilde da cidade, foi trabalhar na Fábrica de Tecidos, mas sem abandonar a música, sua paixão. Ao completar 16 anos de idade, Mário Coelho o orientou a servir como voluntário no Corpo de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro.
Lá servindo como recruta das armas, logo não tardou a perceberem o seu valor como artista, e aí foi incluído na gloriosa Banda de Música da Marinha do Brasil.
Sua carreira teve um sucesso tão rápido que aos 25 anos de idade já era primeiro sargento. Era o primeiro solista de clarinete, daquela Banda de Música, porém o seu nome quase ninguém mais sabia, pois todos o conheciam não como Paim, mas como Magé, em referência à sua cidade natal.
Viajou carregado por seu talento por quase todo o mundo, da África até a Alemanha, por duas vezes.
Tocou com brilhantismo na cerimônia de coroação da rainha Elizabeth II, da Inglaterra, onde quase todas as marinhas do mundo se fizeram representar. Na França, Suécia, Dinamarca, Holanda, Itália, Espanha, Alemanha, alguns paises da África, Bélgica e em especialmente em Portugal, onde tocou para o Presidente Salazar, ficou a marca do músico Magé, conseqüentemente, honrou o nome de nossa cidade pelo seu brilhantismo.
De volta ao Brasil Mage Paim tocou em todas as capitais dos estados e em diversas cidades por este país afora, inclusive na inauguração de Brasília, onde participou da marcha (à pé ) do Rio de Janeiro até Brasília. Executado pelo Corpo de Fuzileiros Navais.
Fez, shows em boates e cabarés, televisão, integrando várias orquestras famosas, tanto do Rio de Janeiro quanto em Belém do Pará, onde serviu por quase três anos, a bem do serviço nacional.
Paim tocou também em clubes, bandas de frevo, sociedades carnavalescas e bloco de carnavais, participando inclusive da Primeira Edição da Banda de Ipanema, onde tocou em muitos e vários carnavais. Aliás, este mageense com 85 anos de idade tocou seu instrumento profissionalmente por quase até o perto de sua viagem final, em mais de sessenta carnavais.
Já reformado da Marinha, dedicou-se a manter a memória de nossa cultura, fazendo apresentações beneficentes, promovendo serestas filantrópicas e tocando cada dia como se estivesse começando tudo outra vez.
Quando perguntamos até quando pretendia tocar?... Respondeu ele: - 150 anos se Deus quiser!!!
Sua herança musical, parece que vai continuar, pois Magé Paim tem um neto que estuda violino na Escola de Música Vila Lobos e outro que mesmo sendo especial, participou intensamente do importante projeto de um grupo de percussão no Município do Rio de Janeiro, já tendo se apresentado em várias escolas, rádio o que motivou reportagens jornalísticas......
Manoel de Souza (Magé Paim) foi homenageado pela Escola Estadual de Magé, no ano de 2005, ocasião em que fizeram
um lindo relato da vida desse grande músico
E o músico incansável e querido continuou tocando para a entidade filantrópica de um grupo musical chamado Portadores do Ritmo, sendo seus integrantes pessoas portadoras de necessidades especiais, em companhia de seu neto Thiago, e o mestre André Dias. Foram feitas muitas apresentações, inclusive sendo objeto de matéria de Rádio, TVE, e Globo, com Fábio Justo.
Família de músicos, sendo irmão do Magé Guitarra (Chico Bindonga), grande guitarrista e Toninho Sampaio que foi ser professor de música em Barra Mansa - RJ
Porém, toda estrela um dia volta para o céu, e em 26 de setembro de 2018, na UTI do Hospital Naval Marcílio Dias, um jovem médico pediu para ele parar de cantar e contar suas histórias para fazer um procedimento médico. Aí encontrou sua viagem em direção ao grande criador do universo, não deixou tristeza, mas uma imensa saudade.
Deixou dois filhos e cinco netos e sete bisnetos, e sua amada esposa Maria do Carmo Machado de Souza, que já se juntou a ele no céu.
23/0/2023 - Ano do Senhor, Rio de Janeiro
Texto de Jeronymo (magépaimfilho)
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PELO ESFORÇO PRÓPRIO AO ENCARAR OS GRANDES DESAFIOS DA VIDA, POR SEU GRANDIOSO TALENTO MUSICAL, POR REPRESENTAR O BRASIL NO MUNDO E HONRAR O MUNICÍPIO DE MAGÉ POR ONDE PASSOU, A ACADEMIA VIRTUAL MAGEENSE DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES - AVIMACLA RECONHECE MANOEL DE SOUZA PAIM COMO
PERSONALIDADE QUE ESCREVEU UMA BONITA PÁGINA DA HISTÓRIA DE MAGÉ
Magé, 09 de fevereiro de 2023
Presidente
Ivone Boechat
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Você e Magé Paim Filho

quinta-feira, 30 de junho de 2022