
Aquela mulher é minha mãe!
Ivone Boechat
, Aquela mulher, com
brilho no olhar,
firmeza inabalável,
passos apressados, voz
forte,
desafiou a todos,
a si mesma desafiou
muito mais
nunca se deteve... avançou em paz.
É a mesma mulher que na solidão,
na pobreza ou na
fartura,
dividiu tudo o que
sempre conquistou.
Essa mulher
que passou por cima da brasa
dos seus próprios medos,
caminhou enfrentando
caminhou enfrentando
a resistência do movimento
dos sem ideal,
dos sem meta, dos sem
coragem...
Aquela mulher atravessou montanhas,
percorreu caminhos de pedra,
chorou em silêncio, sozinha,
percorreu caminhos de pedra,
chorou em silêncio, sozinha,
confiou,
mesmo quando lhe
afirmavam
que o mundo ia desabar.
Aquela mulher
é minha mãe!
Ela não seguiu os
sinais no caminho
apontados para o
fracasso,
sofreu, viveu,
viverá sempre,
em tudo ou toda obra,
porque vai deixar muito
mais
para frente do que para
trás.
Amanhecer 3ª edição Reproarte RJ 2004
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